30 de jan. de 2014

MORADORES DO CENTRO DE SÃO JOÃO BATISTA ESTÃO A SEIS DIAS SEM ÁGUA

Os moradores do centro de São João Batista estão a pelo menos seis dias sem água e a Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema) não resolveu o problema até o fechamento desta matéria. 

De acordo com as informações passadas pelos próprio moradores ao Blog da Agência de SJB, a empresa ainda não deu nenhuma resposta aos consumidores.

Um problema na bomba teria ocasionado a falta de água nas casas. Várias reclamações já foram feitas ao Ministério Público, mas em São João Batista a Caema continua a desrespeitar os moradores que reclamam, pois já estão a seis dias sem o líquido.

Um caminhão-pipa da Prefeitura Municipal está levando água para a população. Até agora a Caema não pronunciou publicamente sobre o que teria causado esta falta de água em São João Batista.

28 de jan. de 2014

SAI AS PRIMEIRAS INFORMAÇÕES DO CARNAVAL 2014 EM SÃO JOÃO BATISTA

O Carnaval 2014 na Praça de Eventos promete repeti o mesmo sucesso do ano passado em São João Batista. Segundo informações passadas para o Portal Folha de SJB, o prefeito esta fazendo contato com as melhores bandas de São Luis para embalar os foliões nos 4 dias momescos.
Já sobre as bandas que devem vim para São João Batista, a fonte informou que já estão sendo licitadas e que ainda não foi divulgada nenhuma informação sobre esse assunto. Logo a praça de eventos será mais uma vez palco de grande alegria e descontratação.
O Portal Folha de SJB, desde já e em nome desta festa, convida todos conterrâneos e simpatizantes de todo o estado para viver a alegria do melhor carnaval desta região.Fala-se que algumas delas já teriam tocado aqui em São João Batista em 2013. As reuniões com os blocos tradicionais e barraqueiros, bem como  com a segurança privada, já estão em fase adiantada e provavelmente a ornamentação começará a ser feita nos próximos dias do mês de fevereiro.

27 de jan. de 2014

ATIVIDADES DO 'MAIS EDUCAÇÃO' NÃO PARAM NOS POVOADOS DE SÃO JOÃO BATISTA

As atividades do Projeto 'Mais Educação' continuam a todo vapor no município de São João Batista e não esfriaram nem no período das férias. Coordenado pela professora Héryca Figueiredo, da Secretaria Municipal de Educação, o projeto vendo sendo desenvolvido em diversos povoados, a exemplo dos povoados de Enseada dos Bezerros e São José.
O Portal Folha de SJB acompanhou esta semana as atividades nos povoados. Na Enseada dos Bezerros, acompanhamos as atividades que os monitores Valmir, Ascensão, Raimunda e Simone desenvolvem, com apoio da coordenadora Ligiane Diniz e do diretor da escola, Izidorio, as atividades de esportes com crianças e adolescentes.
Em conversa com o site, os alunos disseram que gostam muito das atividades e aproveitaram para pedir ao prefeito Amarildo Pinheiro a construção de um Ginásio Polioesportivo no povoado. Na localidade, as atividades foram acompanhadas também pelo vereador Chico de Nhozinho, que incentiva e torce por dias melhores para a aquela comunidade.
De lá, o site partiu para visitar as atividades para o povoado São José, onde as monitoras Cleideane Mendes e Maria estão dando aulas de reforço para os alunos da escola do povoado. As atividades foram acompanhadas pela diretora Jocione Ramos, que disse que está dando todo o apoio necessário para o desenvolvimento das atividades.
O Programa Mais Educação, instituído pela Portaria Interministerial nº 17/2007 e regulamentado pelo Decreto 7.083/10, constitui-se como estratégia do Ministério da Educação para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular na perspectiva da Educação Integral.
As escolas das redes públicas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal fazem a adesão ao Programa e, de acordo com o projeto educativo em curso, optam por desenvolver atividades nos macrocampos de acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica. Folha de SJB

26 de jan. de 2014

IPI DE SÃO JOÃO BATISTA COMEMORA DOIS ANOS DE ORGANIZAÇÃO

A I Igreja Presbiteriana Independente do Brasil em São João Batista completará no próximo dia 28 de janeiro dois anos de organização, mas a comemoração foi realizada ontem, 25 de janeiro, na sede da instituição, no centro da cidade. Estiveram presentes no evento várias caravanas de municípios vizinhos como Matinha, Penalva e Viana, além de representantes de congregações e igrejas dos povoados.


Em culto presidido pelo reverendo Gildo Lopes, pastor da IPI de São João Batista, as comemorações começaram por volta das 19 horas e mesmo com a forte chuva, o povo de Deus se fez presente no evento que reuniu vários representantes das igrejas do Maranhão, como o pastor Gelson, de São Luis; Missionário João Batista, de Matinha; Ana Flávia, da Conorte; pastora Marly Lopes, das igrejas de Penalva e Viana; e vários presbíteros de outras igrejas.


Participação especial dos presbíteros de São João Batista, Luis Lílio, Célio Madeira, Alessandra Lima, Neto Pinheiro e Carlos Alberto e destaque para as apresentações dos Ministério de Louvor das cidades de Penalva e Matinha e do Ministério de Louvor ‘Primícias’, da nossa cidade. Centenas de pessoas comemoraram o aniversário da IPI, que tem dois de organização, mas tem mais de 40 anos de fundação.


HISTÓRIA

A igreja era filial da Matriz de Matinha e passou no ano de 2012 a ser órgão independente. A cerimônia foi realizada na sede da organização, em frente a Praça de Eventos. A igreja, antigamente era chamada de “Igrejinha dos Milagres”. De acordo com as informações passadas ao Portal Folha de SJB, a IPI em São João Batista já está na cidade a 40 anos e foi fundada pelo Major Marques Figueiredo.



Com centenas de membros, a primeira IPI de São João Batista tem seu próprio pastor, Gildo Lopes, e um Conselho de Presbitérios e Diáconos. Os presbitérios são Luis Lílio Saraiva, Raimundo Araújo Pinheiro Neto, Célio Marcio Santos Madeira e Alexandra Soraia Lima Câmara. Já os diáconos são Luandson dos Anjos Lindoso, Simone Pinto dos Anjos, Expedito de Jesus Pinheiro Castro e Kátia Luzia Cutrim Araújo.



A programação da IPI em São João Batista começa na quarta-feira, com o Culto da Vitória; no sábado tem o Culto dos Lares; e no domingo tem o Culto da Família. Depois de sua organização, em 2012, a igreja já passou por várias mudanças e se modernizou.

24 de jan. de 2014

PESCADORES ESTÃO COM DIFICULDADES PARA CONSULTAR BENEFÍCIO DO SEGURO-DEFESO

Os pescadores do município de São João Batista estão tendo dificuldades em acessar o site do Ministério do Trabalho e Emprego para saber se o benefício do Seguro-Defeso já está disponível. Uma falha no siteGranulito está impedindo as consultas e os pescadores precisam enfrentar uma enorme fila na lotérica.
O Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza uma ferramenta na internet, onde os beneficiários precisam colocar apenas o número do NIS ou PIS, seguido de letras e números que o próprio sistema disponibiliza. E segundo os que fazem as consultas, é ai que está o problema e a falha impede a consulta.

Cerca de 3 a 4 mil pescadores estão aptos a receberem o Seguro-Defeso, que de acordo com os presidentes das Colônia e Sindicato dos Pescadores, poderiam está disponíveis a partir de hoje, 21 de janeiro. Em São João Batista a recepção dos beneficiários foi realizada no período de 13 a 17 deste mês.

Neste caso a único saída para os pescadores é procurar a Lotérica da Caixa Econômica Federal na cidade, que não faz pagamento do Seguro-Defeso e ainda por cima tem que esperar em filas quilométricas, principalmente quando é pagamento do Bolsa Família. Clique AQUI e saiba como consultar.

22 de jan. de 2014

JORNALISTA VIRÁ À BAIXADA MARANHENSE INVESTIGAR DESTRUIÇÃO DE BÚFALOS

O polêmico Fernando Gabeira , jornalista, escritor e político, prometeu voltar ao Maranhão em breve para filmar a devastação causadas por búfalos que segundo ele, multiplicaram-se tanto que arrasaram a lavoura, e continuam aumentando. Como se sabe, o maior rebanho bubalino do estado se encontra na Baixada Ocidental Maranhense. Será que depois dos presídios infernais, os temíveis búfalos serão a bola da vez na destruição do estado? A conferir.

Abaixo o artigo de Gabeira. “Embora o declínio seja visível, a força de Sarney no Maranhão também o é”

Fui algumas vezes ao Maranhão. Não é, para mim, uma região distante que possa analisar racionalmente em laboratório. Gosto de lá e tenho apreensão por seu futuro. Os primeiros contatos que tive com o Maranhão foram estimulados pelo interesse por Alcântara, uma bela cidade, ligada a São Luís pela Baía de São Marcos. Alcântara são ruínas deixadas pelos ricos que a abandonaram, levando consigo maçanetas de porta, janelas, tudo o que puderam carregar.

Em Alcântara trabalhei na mediação entre os interesses das comunidades negras e indígenas e a base espacial, marcada por fracassos e até uma tragédia. Minha hipótese era de que, recuperando o casario colonial, harmonizando o interesse de quilombolas, indígenas e a própria base, seria possível construir um modelo em que várias épocas do Brasil convivessem no mesmo espaço. Isso ampliaria as possibilidades turísticas do Estado. Quase ninguém se animou com a ideia.

Mais tarde voltei ao Maranhão para cobrir as enchentes em Trizidela do Vale. E, finalmente, fiz um trabalho em Buriti Bravo sobre saúde, tendo de percorrer hospitais e postos em vários pontos da região, incluindo cidades médias, como Caxias. A visita da última semana a São Luís foi a segunda que fiz por causa dos conflitos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Cabeças decapitadas, superlotação, luta interna na cúpula da Segurança, quase tudo do mesmo jeito. Quase tudo porque o governo, em vez de refletir sobre a ideia de manter metade dos presos de todo o Estado num só presídio, contratou uma empresa de segurança de aliados.

A governadora Roseana Sarney afirma que dizer que o Maranhão é dominado por uma família há 48 anos se trata de ignorância ou má-fé. Para mim, soa como afirmar que é ignorante quem acredita que a Terra gira em torno do Sol. O que os olhos me dizem em São Luís e outras cidades? Que a família Sarney é onipresente em nome de ruas, vilas, maternidades, escolas. O ponto máximo dessa ocupação simbólica é a transformação do Convento das Mercês numa espécie de museu José Sarney, mascarado sob a denominação Fundação da Memória Republicana Brasileira. Se vejo TV, ouço rádio, leio o jornal diário e pergunto quem são os donos, a resposta é sempre a mesma: a família Sarney.

Sarney ganhou uma dimensão nacional superior à importância política do Maranhão. Ele não só enriqueceu mais, mas também ocupou mais espaços no poder do que seu Estado natal ocuparia sem ele. Com a crise de Pedrinhas, o Maranhão ressurge no noticiário e é razoável examinar a trajetória de Sarney em relação ao Estado que domina há quase meio século. Quando foi eleito governador, em 1966 Sarney foi tema de um filme de Glauber Rocha. Fazia discursos inflamados, prometia acabar com a corrupção, com a impunidade, enfim, revolucionar um Estado paupérrimo. Hoje o Maranhão tem 12% de miseráveis, mais da metade da população não tem banheiros. Sarney tornou-se poderoso, os empreendimentos da família cresceram, mas tudo indica que agora essa relação dominadora pode ser derrubada.

Sarney e Roseana são aliados do PT. Certamente se inspiraram na forma de argumentar do governo federal para se defenderem na crise. Roseana afirmou que o Maranhão se tornou violento porque ficou mais rico. Quem não se lembra, em junho de 2013, dos argumentos de que a prosperidade era a causa das manifestações de rua? Mas ela errou o tom. Na mesma semana licitava lagostas e caviar para alimentar o Palácio dos Leões, como o próprio nome indica. Sarney também lançou mão da tática do governo federal: ressaltar um ou outro aspecto positivo e se fixar nele como tábua de salvação, como o ministro Aloizio Mercadante ao examinar o baixo resultado do Pisa ou o ministro Guido Mantega descrevendo criativamente os números da economia.
No Maranhão, disse ele, há conflitos nos presídios, mas não se espalham pelas ruas. E foi mais longe na tática de argumentação dos setores oficiais da esquerda: apontou para os problemas dos outros. Mencionou o Espírito Santo e Santa Catarina, onde houve conflitos de rua, até mesmo acabando com o carnaval capixaba. Horas depois, distritos policiais metralhados, ônibus incendiados, uma menina de 6 anos morta pelas chamas, em São Luís. Não estavam preparados para a crise precisamente porque todos esses anos de dominação criaram uma espécie de viseira, alimentada pela falta de uma imprensa independente mais forte, à altura do Maranhão.

Embora o declínio seja visível, a força de Sarney no Maranhão também o é. As eleições maranhenses podem ter dimensão nacional. O adversário mais bem colocado é o presidente da Embratur, Flávio Dino, do PC do B. Depois de 48 anos de dominação do clã, passar às mãos do PC do B não deixa de ser uma trajetória singular para um Estado com tanto potencial. Como o campo da política é mais pantanoso, não se sabe até que ponto virão mudanças. A sensação que tive em São Luís é de que, ao menos na capital, há um desejo de romper com o longo domínio. Com baixos índices sociais e alto nível de violência, os sobressaltos na sociedade são tão imprevisíveis quanto na política.

Devo voltar ao Maranhão para filmar os búfalos que importaram para desenvolver uma região do Estado. Os búfalos multiplicaram-se tanto que arrasaram a lavoura, e continuam aumentando. Quem sabe, correndo por fora, os búfalos não se tornem também protagonistas de destaque no Estado? Eles dão carne, leite e queijo, mas devastam tudo o que há ao redor. Isso me parece muito com o destino de um Estado que cresce, mas deixa um rastro de destruição, violência e miséria. Os poderosos estão felizes. Os búfalos, também.

José Sarney precisava ter acreditado nos seus discursos de 1966, quando se elegeu. Estão lá no filme do Glauber. Seguiu um caminho diferente. O filme agora é outro: poder, riqueza, glória e o mesmo povo pobre das imagens de Glauber. Com reprodução do Blog Vianensidades.


Folha de SJB