24 de mai de 2011

JERSAN ARAÚJO: MARANHÃO DE HOJE E DE AMANHÃ

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Jersan Araújo a esquerda
Hoje o Maranhão apresenta o desolador quadro com mais de um quarto (25,7%), da sua população passando fome enquanto a governadora Roseana Sarney está com o seu patrimônio pessoal 280% (duzentos e oitenta por cento) maior. Calculo referente aos últimos cinco anos, segundo a revista Época desta semana, comentado pelo jornalista Osvaldo Viviane, na edição de (19-05-11) do Jornal Pequeno.
Amanhã, o que será? Haveria esperança de os homens públicos trabalharem mais em favor do povo e menos em prol deles mesmos para reverter essa situação? É difícil imaginar que isso possa ocorrer, porque na verdade eles, os políticos profissionais, estão se preocupando, no momento, com as eleições de 2012 e 2014. Os planos já se encontram em fase de discussão interna dentro dos diversos grupos.
O secretário – chefe da Casa Civil, Luís Fernando, declarou recentemente em alto e bom som que o governo estadual terá sim, candidato à Prefeitura de São Luís na próxima eleição. À sucessão de Roseana (2014) seria ele próprio candidato e ela concorreria à vaga de senador hoje pertencente a Epitácio Cafeteira. O vice-governador, Washington Luís se contentaria em assumir a chefia do executivo nos últimos nove meses do mandato. É nesse rumo que o “trabalho” se desenvolve.
E aí com 25,7 por cento de famintos, 50 por cento de acomodados vivendo “mais ou menos”, 20 por cento bem e um pouco mais de quatro por cento otimamente aquinhoados, compõe-se a população maranhense que dificilmente terá disposição de mudar o Maranhão, no que se conclui que, manhã continuará sendo o hoje: o quadro continuará sendo o mesmo pelo menos por mais uma década.
O que justifica esse argumento? Outra indagação: O que há de novo na Oposição? Nada. Podemos citar cinco nomes fortes: João Castelo, Edson Vidigal, Roberto Rocha, Sebastião Madeira e José Reinaldo. Dos cinco quatro são do PSDB e um do PSB. Este último faz parte da base aliada do governo federal que, por sua vez, apóia Roseana. Ou seja: Zé Reinaldo critica e denuncia os mal feitos de Roseana, mas deixa o ministro Antonio Palocci e outros usurpadores da Nação de lado.
O PSDB faz oposição colorida aos governos federal e estadual. Dos quatro tucanos, apenas dois estão no exercício de mandatos eletivos: Castelo na Prefeitura de São Luís e Sebastião Madeira na de Imperatriz. Pergunta-se: como a Oposição vai enfrentar o poderio de um Governo rico que sabe a hora certa de socorrer o povo pobre e ganhar votos? Ou já se esqueceram dos milhares de contas de água, luz e telefone pagas na campanha de 2010 em São Luís e no Maranhão todo?
A Oposição reage timidamente diante desse quadro e não dispõe da grande mídia para denunciar os autores e/ou responsáveis por esse quadro de miséria que estagnou o Maranhão, contrastado pela propaganda oficial que mostra um futuro (que nuca chegaria se dependesse desse governo) promissor, remédio eficaz para manter a esperança da sociedade em uma administração de “faz de conta”.
GOVERNO À PARTE
Independentemente da vontade dos governantes locais, há uma luz no fim do túnel. Vislumbra-se para um futuro próximo resultado positivo dos investimentos que estão sendo feitos no estado por empresas privadas e pelo governo federal. A Refinaria Premium que deve entrar em operação até 2016 vai contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Maranhão e com certeza atrairá grandes investidores que haverão de se instalar aqui fomentando empregos e prestação de serviços essenciais para a melhoria de vida da população. O próximo governador (a) mesmo que seja tão nula como a atual mandatária vai “ficar bem na fita” porque o Maranhão vai melhorar (repito) independentemente de quem esteja â frente do governo.
SUCESSÃO / 2012
O prefeito João Castelo vai disputar a reeleição. Tão certo como dois mais dois são quatro. O governo estadual, como garantiu o secretário- chefe da Casa Civil, Luís Fernando apoiará um candidato, provavelmente, o deputado estadual Max Barros, embora muitos defendam o nome do deputado federal e atual secretário de Cidades, Pedro Fernandes pela reconhecida capacidade e honestidade. Mas a amizade pessoal do casal Roseana / Jorge Murad com Max Barros indica que será ele mesmo o candidato escolhido para enfrentar Castelo. Não resta dúvida que o embate se concentrará entre os dois, sem querer desmerecer os outros pretensos candidatos.
SÃO JOÃO BATISTA
“Além de conviver com buracos, disputar as ruas com jumentos e éguas, a população de São João Batista assiste ao nepotismo mais descarado da região da Baixada. Na Secretaria de Educação o empreguismo familiar rola solto, diante dos olhos cegos da Justiça e do Ministério Público”. A denúncia está no Blog do Cardoso, que relaciona nada menos do que 25 nomes da família Soares, parentes da prefeita Surama Soares, que desde junho do ano passado, com a cassação do mandato do prefeito Eduardo Dominici, assumiu o cargo por decisão do TRE - Tribunal Regional Eleitoral.
Uma pessoa que disse se chamar Esmeralda mandou um email desmentindo o blog do Cardoso e sobre os buracos, garantiu que estão sendo tapados. Não explicou se os buracos são os das ruas e estradas ou os que seguramente estão em aberto nas contas da Prefeitura. É certo que em quase um ano a prefeita não recuperou uma só estrada vicinal (estão todas intransitável) a cidade está tomada pelo lixo, mato e buracos, as escolas sujas e sem merenda escolar, hospital com poucos médicos e sem medicamentos, funcionários contratados ilegalmente e recebendo salário, em datas incertas, entre R$ 30,00 e R$ 50,00. Uma miséria.
Na sessão da última sexta-feira o vereador Assis Araujo (PDT) cobrou providências da Prefeitura para os problemas acima relatados e pediu explicações à Prefeita sobre a denúncia de nepotismo divulgada no Blog do Cardoso e em jornais de São Luís na semana passada.
PARADA DA GREVE
Muitos professores da rede estadual de ensino não ficaram satisfeitos com o fim da greve, acordada entre a direção do sindicato e o governo, na semana passada. Os educadores, segundo emails encaminhados à coluna, dizem os dirigentes sindicais mudaram o tom e, na Assembléia defenderam o fim da greve sem levar em conta a posição da categoria, cuja maioria teria se posicionado pela continuação da greve que durou mais de 70 dias. Fonte: Blog do Jersan Araújo.

EQUIPE DE REDAÇÃO DA AGÊNCIA SJB
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