3 de out de 2011

EXCLUSIVO: CARLOS FIGUEIREDO RESPONDE AO TEXTO DE BATISTA AZEVEDO

O Blog da Agência de São João Batista, acaba de receber, com exclusividade, uma carta do atual vice-prefeito Carlos Figueiredo, respondendo ao texto publicado aqui, extraído do Blog de Batista Azevedo, São João Batista Online. Confira o que disse o atual vice-prefeito.

Carlos Figueiredo
"Graças ao Direito positivado constitucionalmente, todos nós podemos expressar nossas opiniões, sem nos preocuparmos com sanções, censuras ou reprimendas. Juntamente com a difusão do acesso a internet e inclusão digital hoje, qualquer pessoa que se disponha a tanto, pode expressar sua opinião através de blogs ou memoriais virtuais.
Muitos se dispõe a árdua tarefa de expressar sua opinião sobre todos os tipos de matéria, digo “árdua” porque é muito simples ver apenas o lado satisfatório ou que nos é mais cômodo. É que a despreocupação em buscar a verdade dos fatos é latente; que fique claro, não sou contra a opinião de ninguém, mas tenho uma certa aversão às pessoas que se dedicam a escrever o que escutam por aí, sem nem ao menos terem a preocupação de “checar” as suas fontes. Acabam, por fim, expressando seu pensamento em detrimento da imagem de outros.
No dia 28 de setembro de 2011, a matéria “Assim escreveu Batista Azevedo: uma breve análise do quadro político”, publicado no blog Agência de São João Batista vem informando que, sem qualquer motivo aparente, parecia surgir uma nova aliança que causa “estranheza à classe política”. Aparentemente, buscar o que é melhor para uma população, agora, é “estranheza política”; a verdade senhores é que posições nascem e mudam, ideologias nascem para serem modificadas, melhoradas e aperfeiçoadas; hoje temos uma posição e sabemos que há posições contrárias, amanhã, com mais cautela, percebemos que na posição contrária é possível crescer.
Eu, filho de Liberino Santos dos Anjos e Aldeide Figueiredo dos Anjos, não nasci em berço de ouro. Eu, e meus 4 irmãos sabíamos o que era a privação, a necessidade e, assim, aprendemos a dar valor a única coisa que nossos pais poderiam nos oferecer. O estudo. Do primeiro momento de minha vida, enquanto estudante, até o último dia, meus pais sempre disseram que era isto – o estudo – que embalaria a nossa vida; as dificuldades que passamos, os sufocos, as privações, tudo seria superado porque tínhamos o estudo.
Mas não só isso. Porque um homem não é feito somente dos livros. Mas os valores que me foram transmitidos, o respeito para com meu próximo, a importância do trabalho árduo e da necessidade de estreitar, sempre, os laços com os verdadeiros amigos e companheiros fizeram de mim o homem que sou hoje; é impossível passar por cima do que foi minha infância em São João Batista.
As amizades – muitas ainda perduram – me remetem a um tempo em que minha cidade era o berço de minhas aventuras e imaginações, em que minha cidade era um lugar tranqüilo e bom de viver. Muitos acham que este tempo passou, mas eu posso afirmar meus caros, este tempo não se foi porque, no coração e pensamento daqueles que respeitam seus conterrâneos, aquela cidade ainda é viva. E é o desejo da manutenção que me trouxe aqui.
Nunca, e eu repito, nunca, afirmei, declarei ou deixei escapar qualquer menção à cassação do Sr. Eduardo Dominici e meu suposto envolvimento. Eu, como é público e notório, sou funcionário do Tribunal de Justiça deste Estado, tenho um irmão que é Desembargador deste Tribunal e, assim como todos seus funcionários, tenho um dever para com JUSTIÇA. E Justiça, senhores, não é só aquilo que nos parece correto naquele momento, sob aquela ótica, mas Justiça é aquilo que é certo independente do tempo em que se vive.
A cassação do senhor Eduardo Dominici foi justa à época, pelos motivos que são públicos e notórios; este teve todo acesso aos autos de seu processo, ampla defesa, publicidade e tudo o mais que lhe é garantido por nossa Magna Carta. Afirmar que um funcionário do Tribunal de Justiça e, vice-prefeito da atual gestora, foi responsável por esta cassação ou influenciou de qualquer forma é, na falta de melhor palavra, um desrespeito para com o próprio órgão.
Ainda, os que mencionam que minha saída do atual grupo da gestora municipal foi “estratégia política”, incorrem em erro. Minha mudança deu-se, tão somente, por perceber que não compartilhamos mais as mesmas ideias e pensamentos; como já mencionei, as idéias mudam, crescem, separam-se, divergem. Mas tudo isto é bom para uma sociedade; a discussão engrandece, aprendemos a rever nossos conceitos.
Isto não me faz “novo nome” para uma possível oposição –e tão somente- ,mas quando mudamos nosso pensamento, isto nos qualifica para, juntamente com novas pessoas, ou antigas, possamos crescer. Novos projetos vão surgir, novas fileiras de combate serão cerradas e, nisto tudo, quem ganha não sou eu, a senhora gestora Surama ou o senhor Eduardo Dominici, mas o povo de São João Batista.
Menciono que não sou um novo nome para oposição porque não me considero um “político de profissão”; sou servidor do Tribunal de Justiça e presidi, por três vezes, a Associação dos Funcionários da Justiça, cujo trabalho tenho a grata satisfação de notar ainda é destacado pelos associados e sociedade maranhense.
Portanto, escrevo esta singela resposta em atenção ao que foi escrito no blog. É que, em respeito àquela população, percebo ser importante esclarecer certos pontos que ficam sempre obscuros, dando pauta para pensamentos especulativos e depreciadores". Foto: ALEMA.

Carlos Figueiredo
Vice-prefeito de São João Batista-MA
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